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sexta-feira, 30 de junho de 2017

30 de junho - Dia dos primeiros mártires do Cristianismo

Os primeiros mártires
da santa Igreja romana
Século I 

Certo dia, um pavoroso incêndio reduziu Roma a cinzas. Em 19 de julho de 64, a poderosa capital virou escombros e o imperador Nero, considerado um déspota imoral e louco por alguns historiadores, viu-se acusado de ter sido o causador do sinistro. Para defender-se, acusou os cristãos, fazendo brotar um ódio contra os seguidores da fé que se espalharia pelos anos seguintes. 

Nero aproveitou-se das calúnias que já cercavam a pequena e pouco conhecida comunidade hebraica que habitava Roma, formada por pacíficos cristãos. Na cabeça do povo já havia, também, contra eles, o fato de recusarem-se a participar do culto aos deuses pagãos. Aproveitando-se do desconhecimento geral sobre a religião, Nero culpou os cristãos e ordenou o massacre de todos eles. 

Há registros de um sadismo feroz e inaceitável, que fez com que o povo romano, até então liberal com relação às outras religiões, passasse a repudiar violentamente os cristãos. Houve execuções de todo tipo e forma e algumas cenas sanguinárias estimulavam os mais terríveis sentimentos humanos, provocando implacável perseguição. 







MARTÍRIO DE SÃO PEDRO

Alguns adultos foram embebidos em piche e transformados em tochas humanas usadas para iluminar os jardins da colina Oppio. Em outro episódio revoltante, crianças e mulheres foram vestidas com peles de animais e jogadas no circo às feras, para serem destroçadas e devoradas por elas. 











MARTÍRIO DE SÃO PAULO
Desse modo, a crueldade se estendeu de 64 até 67, chegando a um exagero tão grande que acabou incutindo no povo um sentimento de piedade. Não havia justificativa, nem mesmo alegando razões de Estado, para tal procedimento. O ódio acabou se transformando em solidariedade. 

Os apóstolos são Pedro e são Paulo foram duas das mais famosas vítimas do imperador tocador de lira, por isso a celebração dos mártires de Nero foi marcada para um dia após a data que lembra o martírio de ambos. 

Porém, como bem nos lembrou o papa Clemente, o dia de hoje é a festa de todos os mártires, que com o seu sangue sedimentaram a gloriosa Igreja Católica Apostólica Romana.


quinta-feira, 29 de junho de 2017

29 de junho - Dia de São Pedro e São Paulo Apóstolos

 São Pedro e São Paulo
Apóstolos
+ século I
NOSSA SENHORA RAINHA DOS APÓSTOLOS

FILME: APÓSTOLO PEDRO E PAULO
PARTE 1

PARTE 2


A solenidade de São Pedro e de São Paulo é uma das mais antigas da Igreja, sendo anterior até mesmo à comemoração do Natal. Já no século IV havia a tradição de, neste dia, celebrar três missas: a primeira na basílica de São Pedro, no Vaticano; a segunda na basílica de São Paulo Fora dos Muros e a terceira nas catacumbas de São Sebastião, onde as relíquias dos apóstolos ficaram escondidas para fugir da profanação nos tempos difíceis. 

E mais: depois da Virgem Santíssima e de são João Batista, Pedro e Paulo são os santos que têm mais datas comemorativas no ano litúrgico. Além do tradicional 29 de junho, há: 25 de janeiro, quando celebramos a conversão de São Paulo; 22 de fevereiro, quando temos a festa da cátedra de São Pedro; e 18 de novembro, reservado à dedicação das basílicas de São Pedro e São Paulo. 

Antigamente, julgava-se que o martírio dos dois apóstolos tinha ocorrido no mesmo dia e ano e que seria a data que hoje comemoramos. Porém o martírio de ambos deve ter ocorrido em ocasiões diferentes, com São Pedro, crucificado de cabeça para baixo, na colina Vaticana


 e São Paulo, decapitado, nas chamadas Três Fontes. Mas não há certeza quanto ao dia, nem quanto ao ano desses martírios. 


A morte de Pedro poderia ter ocorrido em 64, ano em que milhares de cristãos foram sacrificados após o incêndio de Roma, enquanto a de Paulo, no ano 67. Mas com certeza o martírio deles aconteceu em Roma, durante a perseguição de Nero. 


Há outras raízes ainda envolvendo a data. A festa seria a cristianização de um culto pagão a Remo e Rômulo, os mitológicos fundadores pagãos de Roma. São Pedro e são Paulo não fundaram a cidade, mas são considerados os "Pais de Roma". Embora não tenham sido os primeiros a pregar na capital do império, com seu sangue "fundaram" a Roma cristã. Os dois são considerados os pilares que sustentam a Igreja tanto por sua fé e pregação como pelo ardor e zelo missionários, sendo glorificados com a coroa do martírio, no final, como testemunhas do Mestre. 


São Pedro é o apóstolo que Jesus Cristo escolheu e investiu da dignidade de ser o primeiro papa da Igreja. A ele Jesus disse: "Tu és Pedro e sobre esta pedra fundarei a minha Igreja". São Pedro é o pastor do rebanho santo, é na sua pessoa e nos seus sucessores que temos o sinal visível da unidade e da comunhão na fé e na caridade. 


São Paulo, que foi arrebatado para o colégio apostólico de Jesus Cristo na estrada de Damasco, como o instrumento eleito para levar o seu nome diante dos povos, é o maior missionário de todos os tempos, o advogado dos pagãos, o "Apóstolo dos Gentios". 

São Pedro e são Paulo, juntos, fizeram ressoar a mensagem do Evangelho no mundo inteiro e o farão para todo o sempre, porque assim quer o Mestre.


Oração 
Rezemos hoje a Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos 

Jesus misericordioso, eu vos agradeço porque me destes Maria, como Mãe. 
Maria, eu vos agradeço, porque destes, à humanidade, 
Jesus, o Mestre Divino, Caminho, Verdade e Vida. 
Agradeço-vos, porque no Calvário nos aceitastes como filhos. 
Vossa missão está unida à de Jesus, que “veio procurar e salvar o que estava perdido”. 
Oprimido pelos meus pecados, refugio-me em vós, ó minha Mãe, minha esperança! 
Assisti-me com misericórdia, como a um filho doente! 
Quero receber vossos cuidados maternais! 
Tudo espero de vós: perdão, conversão, santidade. 
Entre os vossos filhos, coloco-me numa categoria particular: 
a dos mais necessitados, nos quais abundou o pecado onde havia transbordado a graça. 
Estes vos inspiram cuidado especial. Acolhei-me entre eles. 
Fazei o grande milagre, transformando um pecador em apóstolo! 
Será um prodígio e uma glória para o vosso Filho e para vós, minha Mãe! 
Tudo espero de vosso Coração, ó Mãe, Mestra e Rainha dos Apóstolos! Amém!


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SÃO PEDRO - 29 DE JUNHO - APÓSTOLO E BISPO DE ROMA- PRIMEIRO PAPA DA IGREJA


Pedro (século I a.C., Betsaida, Galileia — cerca de 67 d.C., Roma)foi um dos doze apóstolos de Jesus Cristo, segundo o Novo Testamento e, mais especificamente, os quatro Evangelhos. 

Pedro foi o primeiro Bispo de Roma, sendo por isso o primeiro Papa da Igreja Católica.


Segundo a Bíblia, seu nome original não era Pedro, mas Simão.

Nos livros dos Atos dos Apóstolos e na Segunda Epístola de Pedro, aparece ainda uma variante do seu nome original, Simeão.

Cristo mudou seu nome para כיפא, Kepha (Cefas em português, como em Gálatas 2:11), que em aramaico significa "pedra", "rocha", nome este que foi traduzido para o grego como Πέτρος, Petros, através da palavra πέτρα, petra, que também significa "pedra" ou "rocha", e posteriormente passou para o latim como Petrus, também através da palavra petra, de mesmo significado.

A mudança de seu nome por Jesus Cristo, bem como seu significado, ganham importância de acordo com a Igreja em Mt 16, 18, quando Jesus diz:

"E eu te declaro: tu és Kepha e sobre esta kepha edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão nunca contra ela."

Jesus comparava Simão à rocha.

Pedro foi o fundador, junto com São Paulo, da Igreja de Roma, sendo-lhe concedido o título de Príncipe dos Apóstolos.

Esse título é um tanto tardio, visto que tal designação só começaria a ser usada cerca de um século mais tarde, suplementando o de Patriarca (agora destinado a outro uso).

Pedro foi o primeiro Bispo de Roma. Essa circunstância é importante, pois daí provém a primazia do Papa e da diocese de Roma sobre toda a Igreja Católica; posteriormente esse evento originaria os títulos "Apostólica" e "Romana".

Dados biográficos

Antes de se tornar um dos doze discípulos de Cristo, Simão era pescador. Teria nascido em Betsaida e morava em Cafarnaum.

Era filho de um homem chamado João ou Jonas e tinha por irmão o também apóstolo Santo André.

Novas pesquisas no campo demonstram que Pedro e os demais apóstolos não eram simples pescadores. Ele e André eram "empresários" da pesca e tinham sua própria frota de barcos, em sociedade com Tiago, João e o pai destes Zebedeu.

Pedro era casado e tinha pelo menos um filho. Sua esposa era de uma família rica e moravam numa casa própria, cuja descrição é muito semelhante a uma villa romana, na cidade "romana" de Cafarnaum.

O pai da esposa de Pedro chamava-se Aristóbulo, que tinha um irmão conhecido por Barnabé, e pertenciam provavelmente a uma família aristocrática, possivelmente a do rei Herodes.

Segundo o relato no Evangelho de São Lucas, Pedro teria conhecido Jesus quando este lhe pediu que utilizasse uma das suas barcas, de forma a poder pregar a uma multidão de gente que o queria ouvir.

Pedro, que estava a lavar redes com São Tiago e João, seus sócios, concedeu-lhe o lugar na barca, que foi afastada um pouco da margem.

No final da pregação, Jesus disse a Simão que fosse pescar de novo com as redes em águas mais profundas.

Pedro disse-lhe que tentara em vão pescar durante toda a noite e nada conseguira mas, em atenção ao seu pedido, fá-lo-ia.

O resultado foi uma pescaria de tal monta que as redes iam rebentando, sendo necessária a ajuda da barca dos seus dois sócios, que também quase se afundava puxando os peixes.


Numa atitude de humildade e espanto Pedro prostrou-se perante Jesus e disse para que se afastasse dele, já que é um pecador. Jesus encorajou-o, então, a segui-lo, dizendo que o tornará "pescador de homens".

Nos Evangelhos Sinóticos o nome de Pedro sempre encabeça a lista dos discípulos de Jesus, o que na interpretação da Igreja deixa transparecer um lugar de primazia sobre o Colégio Apostólico.

Não se descarta que Pedro, assim como seu irmão André, antes de seguir Jesus, tenha sido discípulo de João Batista.

Outro dado interessante era a estreita amizade entre Pedro e João Evangelista, fato atestado em todos os evangelhos, como por exemplo, na Última Ceia, quando pergunta ao Mestre, através do Discípulo Amado, quem o haveria de trair ou quando ambos encontram o sepulcro de Cristo vazio no Domingo de Páscoa.

Fato é que tal amizade perdurou até mesmo após a Ascensão de Jesus, como podemos constatar na cena da cura de um paralítico posto nas portas do Templo de Jerusalém.

Segundo a tradição defendida pela Igreja , o apóstolo Pedro, depois de ter exercido o episcopado em Antioquia, teria se tornado o primeiro Bispo de Roma.

Segundo esta tradição, depois de solto da prisão em Jerusalém, o apóstolo teria viajado até Roma e aí permanecido até ser expulso com os judeus e cristãos pelo imperador Cláudio, época em que haveria voltado a Jerusalém para participar da reunião de apóstolos sobre os rituais judeus no chamado Concílio de Jerusalém.

A Bíblia atesta que após esta reunião, Pedro ficou em Antioquia (como o seu companheiro de ministério, Paulo, afirma em sua carta aos gálatas).

A tradição da Igreja afirma que depois de passar por várias cidades, Pedro haveria sido martirizado em Roma entre 64 e 67 d.C.

Desde a Reforma, teólogos e historiadores protestantes afirmaram que Pedro não teria ido a Roma; esta tese foi defendida mais proeminentemente por Ferdinand Christian Baur da Escola Tübingen.

Outros, como Heinrich Dressel, em 1872, declararam que Pedro teria sido enterrado em Alexandria, no Egito ou em Antioquia.

Hoje, porém, os historiadores concordam que Pedro realmente viveu e morreu em Roma.

O historiador luterano Adolf Harnack afirmou que as teses anteriores foram tendenciosas e prejudicaram o estudo sobre a vida de Pedro em Roma.

Sua vida continua sendo objeto de investigação, mas o seu túmulo está localizado na Basílica de São Pedro no Vaticano, o qual foi descoberto em 1950 após anos de meticulosa investigação.

Acredita-se que assim como Judas Iscariotes, Pedro tenha sido um zelota, grupo que teria surgido dos fariseus e constituía-se de pequenos camponeses e membros das camadas mais pobres da sociedade. Tal fato pode ser verificado em Marcos 3,19.

Some-se a todos estes itens ainda o fato de os Evangelhos narrarem que Pedro negou Jesus durante o famoso episódio em que o galo cantou.

O primado de Pedro segundo a Igreja Católica 

Toda a primeira parte do Evangelho gira em torno da pergunta: quem é Jesus? Simão foi o primeiro dos discípulos a responder essa pergunta: Jesus é o filho de Deus.

É esse acontecimento que leva Jesus a chamá-lo de Pedro.

Encontramos o relato do evento no Evangelho de São Mateus, 16:13-19: Jesus pergunta aos seus discípulos (depois de se informar do que sobre ele corria entre o povo): "E vós, quem pensais que sou eu?".

Simão Pedro, respondendo, disse:

“Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”.

Jesus respondeu-lhe:

“Bem-aventurado és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi carne ou sangue que te revelaram isso, e sim Meu Pai que está nos céus.

Também Eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei Minha Igreja, e as portas do Inferno nunca prevalecerão contra ela.

Eu te darei as chaves do Reino dos Céus e o que ligares na terra será ligado nos céus. E o que desligares na terra será desligado nos céus” (Mt 16, 16:19).

O Evangelho de João, bem como o de Lucas, também falam a respeito do primado de Pedro dever ser exercido particularmente na ordem da Fé, e que Cristo o torna chefe:

Jesus disse a Simão (Pedro):

"Simão, filho de João, tu Me amas mais do que estes? "

Ele lhe respondeu: "Sim, Senhor, tu sabes que te amo".

Jesus lhe disse: "Apascenta Meus cordeiros".

Segunda vez disse-lhe: "Simão filho de João, tu Me amas?

- "Sim, Senhor”, disse ele, “tu sabes que te amo".

Disse-lhe Jesus: "Apascenta Minhas ovelhas".

Pela terceira vez lhe disse: "Simão filho de João, tu Me amas? Entristeceu-se Pedro porque pela terceira vez lhe perguntara “Tu Me amas?” e lhe disse: "Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que te amo".

Jesus lhe disse: "Apascenta Minhas ovelhas.

Simão, Simão, eis que Satanás pediu insistentemente para vos peneirar como trigo; Eu, porém, orei por ti, a fim de que tua fé não desfaleça. Quando, porém, te converteres, confirma teus irmãos.

Mais do que em Mt 16, 17:19 esse texto é mais claro no que se refere ao primado que Cristo confere a Pedro no próprio seio dos apóstolos; um papel de direção na Fé.

O apóstolo Pedro, o primeiro Bispo de Roma 

A comunidade de Roma foi fundada pelos apóstolos Pedro e Paulo e é considerada a única comunidade cristã do mundo fundada por mais de um apóstolo e a única do Ocidente instituída por um deles.

Por esta razão desde a antiguidade a comunidade de Roma (chamada atualmente de Santa Sé pelos católicos) teve o primado sobre todas as outras comunidades locais (dioceses); nessa visão o ministério de Pedro continua sendo exercido até hoje pelo Bispo de Roma (segundo o catolicismo romano), assim como o ministério dos outros apóstolos é cumprido pelos outros Bispos unidos a ele, que é a cabeça do colégio apostólico, do colégio episcopal.

A sucessão papal (de Pedro) começou com São Lino (67) e, atualmente é exercida pelo papa Bento XVI.

Segundo essa visão, o próprio apóstolo Pedro atestou que exerceu o seu ministério em Roma ao concluir a sua primeira epístola:

"A [Igreja] que está em Babilônia, eleita como vós, vos saúda, como também Marcos, meu filho.".

Trata-se da Igreja de Roma.

Assim também o interpretaram todos os autores desde a Antiguidade, como abaixo, como sendo a Roma Imperial (decadente).

O termo não pode referir-se à Babilônia sobre o Eufrates, que jazia em ruínas ou à Nova Babilônia (Selêucia) sobre o rio Tigre, ou à Babilônia Egípcia cerca de Mênfis, tampouco a Jerusalém; deve, portanto referir-se a Roma, a única cidade que é chamada Babilônia pela antiga literatura Cristã.

Testemunhos históricos de Pedro em Roma

Os historiadores atualmente acreditam que a tradição católica esteja correta; igualmente, muitas tradições antigas corroboram a versão de que Pedro esteve em Roma e que ali teria sido martirizado.

No entanto, deve ser notado que nenhum dos autores dos textos abaixo é contemporâneo de Pedro, pois o texto mais antigo foi escrito mais de um século após a morte de Pedro:

Assim nos refere o bispo Dionísio de Corinto, em extrato de uma de suas cartas aos romanos (170):

"Tendo vindo ambos a Corinto, os dois apóstolos Pedro e Paulo nos formaram na doutrina do Evangelho. A seguir, indo para a Itália, eles vos transmitiram os mesmos ensinamentos e, por fim, sofreram o martírio simultaneamente."

Gaio, presbítero romano, em 199:

"Nós aqui em Roma temos algo melhor do que o túmulo de Filipe. Possuímos os troféus dos apóstolos fundadores desta Igreja local. Ide à Via Ostiense e lá encontrareis o troféu de Paulo; ide ao Vaticano e lá vereis o troféu de Pedro."

Gaio dirigiu-se nos seguintes termos a um grupo de hereges: "Posso mostrar-vos os troféus (túmulos) dos Apóstolos. Caso queirais ir ao Vaticano ou à Via Ostiense, lá encontrareis os troféus daqueles que fundaram esta Igreja."

Orígenes (185 - 253) responsável pela Escola Catequética de Alexandria afirmou:

"Pedro, ao ser martirizado em Roma, pediu e obteve que fosse crucificado de cabeça para baixo"

"Pedro, finalmente tendo ido para Roma, lá foi crucificado de cabeça para baixo."

Ireneu (130 - 202), Bispo de Lião (nascido em Izmir atual Turquia) referiu:

"Para a maior e mais antiga a mais famosa Igreja, fundada pelos dois mais gloriosos Apóstolos, Pedro e Paulo." e ainda "Os bem-aventurados Apóstolos portanto, fundando e instituindo a Igreja, entregaram a Lino o cargo de administrá-la como bispo; a este sucedeu Anacleto; depois dele, em terceiro lugar a partir dos Apóstolos, Clemente recebeu o episcopado."

"Mateus, achando-se entre os hebreus, escreveu o Evangelho na língua deles, enquanto Pedro e Paulo evangelizavam em Roma e aí fundavam a Igreja."

Formado como jurista Tertuliano (155-222 d.C.) falou da morte de Pedro em Roma:

"A Igreja também dos romanos publica - isto é, demonstra por instrumentos públicos e provas - que Clemente foi ordenado por Pedro."

"Feliz Igreja, na qual os Apóstolos verteram seu sangue por sua doutrina integral!" - e falando da Igreja Romana, "onde a paixão de Pedro se fez como a paixão do Senhor."

"Nero foi o primeiro a banhar no sangue o berço da fé. Pedro então, segundo a promessa de Cristo, foi por outrem cingido quando o suspenderam na Cruz."

Eusébio (263-340 d.C.) Bispo de Cesáreia, escreveu muitas obras de teologia, exegese, apologética, mas a sua obra mais importante foi a História Eclesiástica, onde ele narra a história da Igreja das origens até 303. Refere-se ao ministério exercido por Pedro:

"Pedro, de nacionalidade galileia, o primeiro pontífice dos cristãos, tendo inicialmente fundado a Igreja de Antioquia, se dirige a Roma, onde, pregando o Evangelho, continua vinte e cinco anos Bispo da mesma cidade."

Epifânio (315-403 d.C.), Bispo de Constância (também foi Bispo de Salamina e Metropolita do Chipre) fala da sucessão dos Bispos de Roma:

"A sucessão de Bispos em Roma é nesta ordem: Pedro e Paulo, Lino, Cleto, Clemente etc..."

Doroteu[desambiguação necessária]:

"Lino foi Bispo de Roma após o seu primeiro guia, Pedro."

Optato de Milevo:

"Você não pode negar que sabe que na cidade de Roma a cadeira episcopal foi primeiro investida por Pedro, na qual Pedro, cabeça dos Apóstolos, a ocupou."

Cipriano (martirizado em 258), Bispo de Cartago (norte da África), escreveu a obra "A Unidade da Igreja" (De Ecclesiae Unitate), onde diz:

"A cátedra de Roma é a cátedra de Pedro, a Igreja principal, de onde se origina a unidade sacerdotal."

Santo Agostinho (354 - 430):

"A Pedro sucedeu Lino."

Há linha de pensamento contrária porém. O testemunho mais antigo indicado é o de 1 Pedro 5:13:

“Aquela que está em Babilônia, escolhida igual a vós, manda-vos os seus cumprimentos.”

Numa nota ao pé da página, na Nova Bíblia Americana (em inglês), uma moderna tradução católica romana, identifica-se esta “Babilônia” do seguinte modo: “Roma, a qual, assim como a antiga Babilônia, conquistou Jerusalém e destruiu seu templo.”

No entanto, esta mesma tradução católica reconhece que, se Pedro escreveu a carta, “ela deve datar de antes de 64-67 A. D., período em que se deu sua execução sob Nero”.

Mas, Jerusalém só foi destruída pelos romanos em 70 E.C. De modo que, no tempo em que Pedro escreveu a sua carta, não existia nenhuma correlação entre Babilônia e Roma.

De maneira que a idéia de que Babilônia significa Roma simplesmente é interpretação, mas sem apoio de fatos. Isto foi questionado por eruditos católicos romanos dos séculos passados, incluindo Pedro de Marca, João Batista Mantuan, Miguel de Ceza, Marsile de Pádua, João Aventin, João Leland, Charles du Moulin, Luís Ellies Dupin e o famoso Desidério (Gerhard) Erasmo. O historiador eclesiástico Dupin escreveu:

“A Primeira Epístola de Pedro é datada de Babilônia. Muitos dos antigos compreenderam este nome como significando Roma; mas não aparece nenhum motivo que pudesse induzir S. Pedro a mudar o nome de Roma para o de Babilônia. Como poderiam aqueles a quem escreveu entender que Babilônia significava Roma?” Além das referências a “Babilônia, a Grande”, no livro de Revelação ou Apocalipse, apenas uma cidade é chamada Babilônia nas Escrituras Sagradas. Esta cidade é a Babilônia situada junto ao Eufrates. Teria sido de lá que Pedro escreveu?

Evidência histórica mostra que sim. Embora Babilônia entrasse em decadência depois de sua queda diante dos medos e dos persas, ela continuou a existir. Havia uma considerável população judaica na vizinhança de Babilônia, nos primeiros séculos da Era Comum.

A enciclopédia The International Standard Bible Encyclopedia diz: ‘Babilônia permaneceu um foco do judaísmo oriental durante séculos, e, das discussões nas escolas rabínicas ali foi elaborado o Talmude de Jerusalém no quinto século de nossa era, e o Talmude de Babilônia, um século depois.’

Pedro deve ter querido dizer exatamente o que escreveu. Isto se torna evidente da decisão que tomou alguns anos antes de escrever sua primeira carta inspirada. Numa reunião com Paulo e Barnabé, ele concordou em continuar a devotar seus esforços para divulgar o evangelho entre os judeus. Lemos: “Viram que a evangelização dos incircuncisos me era confiada [i. e., a Paulo], como a dos circuncisos a Pedro, (por que aquele cuja ação fez de Pedro o Apóstolo dos circuncisos, fez também de mim o dos pagãos [gentios]). Tiago, Cefas e João, que são considerados as colunas, reconhecendo a graça que me foi dada, deram as mãos a mim e a Barnabé em sinal de pleno acordo: iríamos aos pagãos, e eles aos circuncidados [judeus].” (Gál. 2:7-9, Centro Bíblico Católico)

Por conseguinte, Pedro teria razoavelmente trabalhado num centro do judaísmo, tal como Babilônia, em vez de em Roma, com a sua população predominantemente gentia ou pagã.

A afirmação de que Pedro esteve em Roma não tem assim nenhuma base no testemunho da própria Bíblia.

Os textos escritos pelo apóstolo

O Novo Testamento inclui duas epístolas cuja autoria é atribuída a Pedro: A "Primeira epístola de São Pedro e a Segunda epístola de São Pedro".

Indícios arqueológicos

A partir da década de 1950 intensificaram-se as escavações no subsolo da Basílica de São Pedro, lugar tradicionalmente reconhecido como provável túmulo do apóstolo e próximo de seu martírio no muro central do Circo de Nero.

Após extenuantes e cuidadosos trabalhos, inclusive com remoção de toneladas de terra que datava do corte da Colina Vaticana para a terraplanagem da construção da primeira basílica na época de Constantino, a equipe chefiada pela arqueóloga italiana Margherita Guarducci encontrou o que seria uma necrópole atribuída a Pedro, inclusive uma parede repleta de grafitos com a expressão Petrós Ení, que, em grego, significa "Pedro está aqui".

Também foram encontrados, em um nicho, fragmentos de ossos de um homem robusto e idoso, entre 60-70 anos, envoltos em restos de tecido púrpura com fios de ouro que se acredita, com muita probabilidade, serem de Pedro.

A data real do martírio, de acordo com um cruzamento de datas feito pela arqueóloga, seria 13 de outubro de 64 d.C. e não 29 de junho, data em que se comemorava o traslado dos restos mortais de Pedro e São Paulo para a estada dos mesmos nas Catacumbas de São Sebastião durante a perseguição do imperador romano Valeriano em 257.

Enquanto a festa de São Pedro é celebrada no dia 29 de junho, ele também é honrado no dia 22 de fevereiro e no dia 18 de novembro.

No dia 22 de fevereiro se comemora a Cátedra de São Pedro porque no passado a Cátedra era lembrada na Antióquia no dia 22 de fevereiro e em Roma no dia 18 de janeiro. Mais tarde foi unificada no dia 22 de fevereiro. O dia 22 de fevereiro foi escolhido por que é a mesma data citada no livro "Dispositio martyrium ".

No dia 18 de Novembro é comemorado a consagração da Basílica de São Pedro construída pelo Papa Silvestre em 314 DC.

Na arte litúrgica da Igreja, São Pedro é mostrado como um velho homem segurando uma chave e um livro. Seus símbolos são: uma cruz invertida, um barco (barco de Jesus)e um galo (tripla negação de Jesus).

Pesquisando um pouco mais sobre São Pedro verificamos que ele tinha uma esposa e que ele viveu em Cpharnaum, com a sua sogra (a sua esposa não é mencionada) na casa dela, (Mateus 8:14;Lucas 4:38) mais ou menos no início da pregação de Jesus nos anos 26-28 DC. Assim é de se supor que Pedro foi casado durante algum tempo.

De acordo com Clemente de Alexandria (Stromata III, vi) Pedro teve filhos. Clemente também escreveu que conforme a tradição a sua esposa teria sido também martirizada (ibid,VII,xi). Alguns autores acham que a Santa Aurélia Petronilla seria filha de São Pedro, mas para outros estudiosos ela seria uma servente, que trabalhava com São Pedro e era uma das várias convertidas por ele e, seria a sua "filha espiritual". Parece ter sido parente de Santa Domitilla e foi curada da paralisia por São Pedro.

Eusébio, um dos maiores dos estudiosos da bíblia aceitou esses itens de Clemente (cf.Hist.Eccl.III,xxxi). O resto da literatura cristã é silenciosa a respeito da esposa de Pedro.

Na UBAMDA ele é venerado como Xangô-Agajô , protetor dos espíritos do céu.

Sua festa é celebrada no dia 29 de junho.

  
Crucificação de Pedro
A tumba de São Pedro
abaixo do altar da Basílica de São Pedro no Vaticano
Tumba de São Pedro
Papa João Paulo II
rezando na tumba de Pedro
Jesus lava os pés de Pedro
Pedro corta a orelha de um soldado na prisão de Jesus
Pedro foi crucificado de cabeça para baixo,
segundo a tradição,
pois se achava indigno de morrer igual a Cristo
O anjo liberta Pedro da prisão

É padroeiro dos pescadores, das viúvas e viúvos, dos chaveiros e porteiros.

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SÃO PAULO APÓSTOLO
CONVERSÃO DE SÃO PAULO

Saulo, natural de Tarso, na Cilícia, filho da tribo de Benjamim e ao mesmo tempo cidadão romano, possuía talentos extraordinários, bons e nobres sentimentos, aliados a uma força de vontade inquebrantável.

No tempo em que Jesus Cristo pregava o Evangelho na Palestina, Saulo, assentado aos pés do célebre Gamaliel, estudava as ciências dos Santos Livros.

Os belos talentos que possuía, sua aplicação e sobretudo seu zelo ardente pela lei de Moisés e as tradições do povo, chamaram a atenção dos fariseus.

O crescimento rápido da Igreja de Jesus de Nazaré, o aumento espantoso do número dos discípulos de Cristo crucificado fizeram com que no coração de Saulo se incendiasse um ódio mortal aos cristãos, por ele considerados traidores da causa pátria.

Qual lobo voraz, tinha sede do sangue dos mesmos, e quando o primeiro mártir Santo Estevão morreu, vítima do ódio dos fariseus, os algozes depositaram as vestes aos pés de Saulo.

Mas o jovem diácono vingou-se do jovem fariseu, alcançando-lhe a conversão, pelas suas orações.

Apenas dois anos depois da morte de Jesus, incitado constantemente pelo ódio dos fariseus, Saulo foi ao Sumo Sacerdote, e pediu-lhe cartas para a sinagoga de Damasco, com poderes para trazer presos para Jerusalém todos os partidários de Jesus, homens e mulheres.

Em caminho, já perto daquela cidade, de repente lhe reluziu em torno uma luz, vinda do céu. Caiu por terra e ouviu uma voz, que lhe dizia: “Saulo, Saulo, por que me persegues ?”


Ele respondeu: “Quem sois vós, Senhor ?”

O Senhor disse: “Eu sou Jesus, a quem persegues”.

Tremendo e todo assustado, disse: “Senhor, que quereis que eu faça ?”

O Senhor respondeu-lhe: “Levanta-te e entra na cidade, lá se te dirá o que tens que fazer”.

Os homens do séqüito, atônitos, ouviram a voz, mas não viam pessoa alguma.

Saulo levantou-se, abriu os olhos, mas estava cego.

Tomaram-no pela mão e levaram-no para Damasco.

Passou três dias sem ver e não comeu nem bebeu. Havia em Damasco um discípulo, chamado Ananias.

O Senhor disse-lhe em visão: “Levanta-te e vai à Rua Direita; procura na casa de Judas um homem de Tarso, chamado Saulo. Neste momento ele ora”

(e Saulo viu numa visão um homem, chamado Ananias, entrar e impor-lhe as mãos, para que recobrasse a vista).

Ananias respondeu: “Senhor, tenho ouvido falar muito desse homem e do mal que fez aos santos em Jerusalém. Mesmo para cá ele trazia plenos poderes dos Príncipes dos Sacerdotes para meter em ferros todos os que invocam vosso nome”.

O Senhor, porém, disse-lhe: “Vai, este homem é um instrumento de minha escolha, para levar o meu nome às nações e aos reis, assim como aos filhos de Israel. Vou ensinar-lhe a ele quanto tem de sofrer por meu nome”.


Ananias foi. Chegando à casa, impôs as mãos a Saulo e disse-lhe:“Paulo, meu irmão, o Senhor Jesus, que te apareceu no caminho, manda-me para te restituir a vista, e encher-te do Espírito Santo”.

No mesmo instante, lhe caíram dos olhos como que escamas, e pode ver. Levantou-se e fez-se batizar. Paulo ficou ainda alguns dias em Damasco com os discípulos; e logo pregou nas sinagogas, que Jesus é Filho de Deus.

Os ouvintes ficaram admirados e diziam: “Não era ele, que em Jerusalém queria matar a todos que invocam o nome de Jesus ? Não veio aqui com a determinação de levá-los amarrados aos Príncipes dos Sacerdotes ?”

No entanto, Paulo ganhava de mais a mais, e levava a confusão no meio dos Judeus em Damasco, provando que Jesus é o Messias.

Decorridos alguns dias, os judeus deliberaram, em conselho, matá-lo.

Estas intenções chegaram ao conhecimento de Paulo. Os judeus vigiavam as portas da cidade dia e noite, para que não escapasse.

Mas os discípulos, tomando-o de noite, fizeram-no descer pela muralha dentro de um cesto.

Chegando a Jerusalém, Paulo procurou achegar-se aos discípulos, mas estes o temiam, não acreditando na sua conversão.

Então Barnabé tomou-o e levou-o aos Apóstolos.

Contou-lhes que o Senhor tinha aparecido a Paulo em caminho, e falou-lhes da coragem com que Paulo se tinha declarado, em Damasco, em favor do nome de Jesus.

Desde então Paulo ia e vinha com eles em Jerusalém, e falava com toda a liberdade no nome do Senhor.

Paulo, dantes inimigo do nome de Cristo, tornou-se-lhe o maior defensor.

Outrora recebia cartas com ordens de destruir as Igrejas e aprisionar os cristãos; depois, como Apóstolo, escreveu muitas epístolas, para suma edificação dos fiéis, epístolas cheias de sabedoria e do Espírito Santo.

Conhecendo o mal que fizera, conhecendo a gravidade dos seus pecados, empenhou toda a energia na propaganda da doutrina de Jesus Cristo.

Oito dias antes da festa da Cátedra de São Pedro realizava-se em Roma a transladação das relíquias de São Paulo.

Pouco a pouco caiu em esquecimento esta solenidade e em seu lugar entrou, como festa própria a conversão do grande Apóstolo.


ORAÇÃO: 

Ó glorioso e grande apóstolo São Paulo, mestre dos gentios, corajoso, seguidor de Cristo, destemido evangelizador, fundador de comunidades, dai-nos este espírito de apóstolo de vosso Mestre Jesus, a fim de que possamos dizer a todos – “Já não sou eu quem vivo, mas é o Cristo que vive em mim”.

Iluminai a todos os povos com a luz do Evangelho, que com tanto amor testemunhastes, procurando estabelecer no mundo, o Reino da justiça e de amor do vosso Mestre. Suscitai muitas vocações missionárias, que a vosso exemplo, levam Cristo a todos os povos. São Paulo apóstolo, rogai por nós.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

28 de junho - Dia de Santa Vicência Gerosa

Santa Vicência Gerosa
1784-1847
Fundou o Instituto das
Irmãs de Maria Menina

Catarina Gerosa nasceu em 29 de outubro de 1784, em Lovere, no norte da Itália. Reservada e tímida, viveu um período da sua infância atrás do balcão do pequeno comércio da família. De saúde muito débil, não podia estudar. Modesta e caridosa, vivia uma espiritualidade simples, desenvolvida na missa, que freqüentava todos os dias. 

Os anos seguintes à invasão napoleônica da Itália mudaram sua vida. A crise econômica levou à morte primeiro seu pai, depois sua irmã Francisca e, por último, em 1814, também sua mãe. Apesar da tragédia pessoal, com ânimo e fé inabalável, Gerosa aceitou tudo com resignação. Confiante em Deus, sofreu no silêncio do seu coração, encontrando forças na oração e na penitência. 

Teve o grande amparo de seu confessor e orientador espiritual, que pediu ajuda a Gerosa nas atividades religiosas desenvolvidas pela paróquia às jovens carentes. Com zelo, ela organizou um oratório feminino com encontros de orações e palestras religiosas. 

Foi lá que, em 1824, conheceu Bartolomeia Capitanio. Era uma jovem professora de dezesete anos, nascida também numa família humilde, em Lovere. Desde menina, pensava em dedicar-se a praticar a caridade aos pobres e aos doentes. Por isso se diplomou professora no colégio das clarissas de sua cidade natal. 

Conheceram-se por meio do pároco, porque ele queria que Gerosa criasse alguns grupos de orações para jovens. Ele sabia que Bartolomeia havia criado uma escola para instruir e dar formação religiosa às meninas pobres e abandonadas. Lá, Gerosa daria orientação nas práticas das atividades domésticas. A escola tornou-se um centro de encontro para jovens e muitos grupos de orações também foram criados. 

Estavam tão empenhadas em auxiliar os pobres e enfermos que foram chamadas para ajudar no hospital de Lovere. Na oportunidade, tiveram a inspiração de dar vida a uma comunidade religiosa feminina do tipo das irmãs de caridade vicentinas. A situação política, entretanto, era desfavorável, não permitia essa interdependência. 

Bartolomea Capitanio, religiosaCom muita dificuldade, junto com a companheira, Gerosa fundou, em 1827, um novo instituto religioso regular, para dar assistência aos doentes, instrução gratuita às meninas abandonadas, fundar orfanatos e dar assistência à juventude. Foi chamado de Instituto das Irmãs de Maria Menina, com sede em Lovere e com as regras escritas por Bartolomeia. Para evitar objeções de caráter político, o instituto foi fundado autônomo. E assim independente ele permaneceu, cresceu e se difundiu nos anos subseqüentes. 

Mas, em 1833, Bartolméia morreu, com apenas vinte e seis anos de idade. Gerosa continuou sozinha, recebendo, mais uma vez, o apoio e o estímulo de seu orientador espiritual. O instituto estabeleceu-se e recebeu aprovação canônica em 1840. Catarina Gerosa emitiu os votos, vestiu o hábito e tomou o nome de Vicência, sendo eleita madre superiora. 

Morreu depois de uma longa doença, em 28 de junho de 1847, e foi sepultada ao lado da co-fundadora, no santuário da Casa-mãe, em Lovere. Atualmente, o Instituto das Irmãs da Caridade das Santas Bartolomeia Capitanio e Vicência Gerosa, ou Irmãs de Maria Menina, atua em toda a Europa, África, Ásia e nas Américas. Santa Vicência Gerosa é celebrada no dia de sua morte e foi canonizada pelo papa Pio XII em 1950.

terça-feira, 27 de junho de 2017

27 DE JUNHO - DIA DE NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO

NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO

Dia 27 de junho é o dia de Sua Festa

JACAREÍ, 27 DE JUNHO DE 2010 - FESTA DE NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO E COMEMORAÇÃO DO 30º ANIVERSÁRIO DAS APARIÇÕES DE MEDJUGORJE E FESTA DE NOSSA SENHORA

MENSAGEM DE NOSSA SENHORA

“-Caros filhos, hoje com renovado Amor em Meu Coração, Eu venho até vós mais uma vez chamar-vos à conversão, ao amor, à paz.

Apesar de Eu já estar aparecendo há tantos anos em Medjugorje e Aqui e chamando os Meus Filhos à conversão sincera, a maioria da humanidade ainda está longe do Senhor, longe do Seu Amor, longe da az, da conversão e da salvação. Apesar de Eu estar cansada, Eu não estou desanimada Meus Filhos! Eu continuarei lutando pela vossa salvação até o fim, nenhum sofrimento Me é pesado ou duro demais para salvar-vos Meus filhos. Eu lutarei, Eu lutarei com todo o Meu Amor para salvar-vos, só não salvarei aqueles que conscientemente e voluntariamente não quiserem, não quiserem mudar de vida, não quiserem obedecer Minhas Mensagens, não quiserem renunciar a Sua vontade para fazer a vontade do Senhor e a Minha. Vejam Meus filhos, se com tantas das Minhas Aparições no mundo todo, em Medjugorje, Aqui, todos os dias é tão pequeno o número daqueles que me respondem SIM. Imaginem se Eu não viesse, se Eu não viesse chamar-vos, se Eu não aparecesse, se Eu não viesse convidar-vos à conversão e atrair-vos à salvação com as Minhas Mensagens!

Vede pois Meus filhos, quão grande é o Amor de Deus e o Meu por vós, e quão grande é a dureza dos vossos corações. Abrí os corações, invocai o Senhor com confiança e sereis salvos, ou seja, verdadeiramente voltai-vos ao Senhor com os vossos corações contritos, humilhados, arrependidos e abertos e sereis salvos. Se invocardes o Senhor assim, Ele virá, Eu virei, com as graças super abundantes de salvação para salvar-vos, para transformar a vossa vida num pequeno Paraíso, onde a paz, onde o amor, onde a santidade, a pureza e o próprio Deus sempre reinarão, sempre estarão presentes.

As Minhas Mensagens de Medjugorje e Daqui, vos chamam a viverdes uma verdadeira vida em Deus, uma nova vida em Deus. Sois chamados a serdes os filhos bem amados do Senhor, que estão sempre com Ele, que trabalham sempre com Ele e que são os herdeiros de Sua própria Graça e felicidade, de Sua glória e de Sua eterna benevolência. Sois chamados a viver uma vida maravilhosa, extraordinária e altíssima. Se vós a quiserdes podereis alcançá-la e vivê-la, basta apenas um ato da vossa vontade, basta apenas um SIM e Eu prometo que vos levarei, que vos ajudarei a chegar e a viverdes esta verdadeira vida em Deus.

Eu vim Aqui e vim em Medjugorje para levar todos vocês, os Meus filhos destes últimos tempos, os trabalhadores da última hora, à mais alta e consumada santidade. Se vós Meus filhos, Me fordes dóceis vos transformarei em verdadeiras cópias dos Anjos do Céu, anjos de amor, anjos de obediência, anjos de perfeição, anjos de graça. Vocês são os Meus filhos queridos, os Meus apóstolos da paz. Ide pois, fazendo os Meus Cenáculos de casa em casa, levando as Minhas Mensagens de paz, de conversão a todos, levando a graça que Eu emano deste Lugar, que Eu emano desde Medjugorje, para todos vós, para o mundo inteiro. Se fizerdes o que Eu vos pedi, muitas almas serão salvas e haverá paz. A justiça, a verdade, a equidade, a caridade, a concórdia, a paz e o amor triunfarão da injustiça, da impiedade, da violência, da discórdia, do desamor, do mal entre os homens. E então, levantaremos, construiremos juntos, Eu e vós, um novo mundo de paz, o mundo do Meu Coração Imaculado, o mundo de Deus.

Cada Ave Maria do Meu Rosário, que rezais com o coração é um tijolo a mais que colocais na construção deste novo mundo de Deus, o mundo de Jesus, o mundo de Maria, o mundo do Meu Coração Imaculado. Sois as contas vivas do Meu Rosário e como tal, vós deveis juntar-vos a Mim em oração contínua e incessante junto à Santíssima Trindade, para alcançar Dela ainda a Graça, a Misericórdia e salvação para tantos dos Meus filhos que estão longíssimo do Meu Coração. Eu conto convosco para atraí-los todos ao Meu Coração, para que também possa salvá-los.

O tempo urge Meus filhos, as Minhas Aparições Aqui e em Medjugorje são as últimas para a humanidade, foi por isso que Eu apareci lá e Aqui durante tantos e tantos anos. Em breve este tempo acabará, este tempo de graça findará e não ouvireis mais a Minha voz a chamar-vos, não ressoará mais aos vossos ouvidos as Minhas palavras que dizem: -Meus queridos filhos, rezem, rezem, rezem! Porque a Minha voz silenciará para começarem então a reboarem os trovões da Justiça Divina e os gritos dos demônios que virão buscar todos aqueles, que não quiseram escutar as Minhas chamadas, os Meus ouvidos, as Minhas Mensagens.

Convertei-vos depressa filhos Meus! Não há quase mais tempo, o vosso tempo quase se esgotou, erguei Comigo as mãos ao senhor todos os dias pedindo que Ele ainda espere os pecadores que ainda faltam se converter para enfim executar a Sua Justiça.

Eu, a Mãe de vocês estou com vocês a todo o momento e coloco nas vossas mãos a Minha Mensagem de paz, para que a leveis a todos os Meus filhos do mundo inteiro como uma pomba da paz que leva a todo o mundo a Mensagem do Senhor, da salvação e da paz!

A todos hoje, abençôo de Pellevoisin, de Medjugorje e de Jacareí.”

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A história da imagem de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

A história do quadro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro iniciou em fins do século XIV (1300), na Ilha de Creta (Grécia). Um comerciante o levou para Roma na fuga dos muçulmanos.
Anos depois de sua morte, o quadro começa a ser venerado na Igreja de São Mateus que foi destruída por Napoleão Bonaparte em 1798.

O quadro desapareceu por vários anos e, quando foi redescoberto, o Papa Pio IX confiou-o aos cuidados dos Missionários Redentoristas em 1865, para que difundissem a devoção pelo mundo inteiro.

A Novena Perpétua iniciou no dia 11 de julho de 1922, quarta-feira, na Igreja Santo Afonso em São Luís, nos Estados Unidos. Em poucos anos propagou-se pelo mundo inteiro.

A Novena é um modo de rezar continuamente a Nossa Senhora em união com o mundo inteiro, pois a cada hora, em alguma parte do mundo haverá alguma Igreja onde se está celebrando esta novena. É um meio de você perseverar na fé e na vida de Igreja. É uma boa oportunidade de você seguir a Virgem Maria, imitando suas virtudes e exemplos, de ouvir a Palavra de Deus que ilumina, instrui e alimenta a sua fé. É ainda uma ocasião para você pedir e agradecer, por intermédio daquela que é Mãe de Deus e nossa Mãe. E ao fazer a sua Novena não pense só em você, mas caridosamente, recomende a Nossa Senhora as necessidades de todos.

O quadro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro é a apresentação sublime da Mãe de Deus,que está sempre disposta a nos socorrer.
Atemorizado pela visão de dois Anjos que lhe mostram os instrumentos da Paixão, o Menino Jesus tem corrido até sua Mãe, perdendo quase uma de suas pequenas sandálias em sua precipitada fuga. 
Maria o sustenta em seus braços de maneira protetora e amorosa. Mas presta atenção a seus olhos.

Seu olhar esta fixo não em Jesus mas sim em nós. Não é este detalhe um toque de genialidade?

Que melhor maneira de expressar o interesse de nossa Senhora em nossas vidas e crescimento espiritual?

As pequenas mãos de Jesus também estão sujeitas as de Maria como uma forma de recordar a nós que, assim como na terra ele se pôs inteiramente em suas mãos buscando proteção, assim agora no céu ele nos confia a cada um de nós em seus ternos e amorosos cuidados.

Esta é a mensagem principal do quadro, um icone bizantino, que não obstante, esta repleto de outros símbolos.

Explicação do quadro

Segundo as tradições orientais, o quadro é uma cópia de uma pintura feita por São Lucas, que além de escritor era pintor. Trata-se de uma pintura em estilo bizantino, retratando Nossa Senhora e o Menino Jesus, trazendo no conjunto dos símbolos uma mensagem aos cristãos.

Entre as mais expressivas invocações a Maria, Mãe de Deus, está a de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, título de um quadro ou ícone bizantino, venerado na igreja de Santo Afonso, dos Missionários Redentoristas, em Roma.
1. Abreviação grega de "Mãe de Deus."

2. Coroa de ouro: o Quadro original foi coroado em 1867 em agradecimento dos muitos milagres feitos por Nossa Senhora em seu título preferido "Perpétuo Socorro".

3. Estrela no véu de Maria, a Estrela que nos guia no mar da vida até o pôrto da.salvação.

4. Abreviatura de "Arcanjo S. Miguel".

5. Abreviatura de "Arcanjo S. Gabriel".

*6. São Miguel apresenta a lança, a vara com a esponja, e o cálice da amargura.

6. A boca de Maria é pequenina, para guardar silêncio, e evitar as palavras inúteis.

*7. São Gabriel com a cruz e os cravos, instrumentos da morte de Jesus.

7. Os olhos de Maria, grandes voltados sempre para nós, afim de ver todas as nossas necessidades.

8. Túnica vermelha, distintivo das virgens no tempo de N.Sra.

9. Abrev. de "Jesus Cristo".

10. As mãos de Jesus apoiadas na mão de Maria, significando que por ela nos vêm todas as graças.

11. O fundo todo do Quadro é de ouro, e dele esplendem reflexos cambiantes, matizando as roupas e simbolizando a glória do paraíso para onde iremos, levados pelo perpétuo socorro de Maria. 'O quadro de N. Sra. do Perpétuo Socorro é a síntese da Mariologia".

12. Manto azul, emblema das mães daquela época. Maria é a Virgem-Mãe de Deus.

13. A mão esquerda de Maria sustendo Jesus: a mão do consolo que Maria estende a todos que a ela recorrem nas lutas da vida.

14. A sandália desatada - símbolo talvez de um pecador preso ainda a Jesus por um fio - o último - a Devoção a N. Senhora!

* Os números 6 e 7 apontam primeiro os anjos e, logo após, a boca e os olhos de Maria. 
Tríduo de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (Sua festa em 27 de Junho)

Invocações:

" Mãe de amor, vem em meu socorro"
Mãe do Perpétuo Socorro, cujo nome inspira confiança: no momento difícil da prova, para ser forte.
Mãe do Perpétuo Socorro, cujo nome inspira confiança: quando tem já tido a desgraça de cair, para que volte a levantar-me.
Mãe do Perpétuo Socorro, cujo nome inspira confiança: frente a mentira e a injustiça, frente ao medo para manter-me livre.
Mãe do Perpétuo Socorro, cujo nome inspira confiança: se obscurece minha fé, decai minha esperança e esfria o amor.
Mãe do Perpétuo Socorro, cujo nome inspira confiança: ao participar nos sacramentos e no serviço a Deus e aos irmãos.
Mãe do Perpétuo Socorro, cujo nome inspira confiança: em todos os acontecimentos e ocupações da vida.
Mãe do Perpétuo Socorro, cujo nome inspira confiança: Para estar atento a palavra de Deus e responder a seus dons.
Mãe do Perpétuo Socorro, cujo nome inspira confiança: Para conseguir com meu exemplo que os de mais te invoquem e te amem.
Mãe do Perpétuo Socorro, cujo nome inspira confiança: Mãe minha, para ser fiel a Cristo, até chegar a glória do Pai.

Primeiro DiaOh! Mãe do perpétuo Socorro!
Aqui tendes a vossos pés um miserável pecador que a Vos recorre e em Vos confia.
Mãe de misericórdia, tenhais piedade de mim.
Ouço que todos Vos chamam Refúgio e esperança dos pecadores;
Sede e, pois, o Refúgio e a esperança minha.
Socorrei-me por amor de Jesus Cristo, dai a mão a um miserável caído que a Vos se encomenda e se consagra por vosso servo perpétuo.
Bendigo e dou graças a Deus que por sua misericórdia me tem concedido esta confiança em Vós, que eu olho como uma prenda de minha salvação.
Ah, infeliz de mim!
No tempo passado caído na culpa por não ter recorrido a Vós;
E tenho por certo que se a Vós me encomendo me ajudareis e me sairei vitorioso;
Mas este é meu temor; que nas ocasiões de pecar deixe de chamar-vos em minha ajuda e assim me perca.
Concedei-me, pois, esta graça que ardentemente vos peço;
Alcançai-me que nos assaltos do inferno recorra a Vos dizendo;
Maria, ajudai-me;
Virgem do Perpétuo Socorro, não permitais que perca a meu Deus.

Rezar cinco Ave-Maria.

Fazer o pedido do favor que se deseja obter com este tríduo.

Segundo Dia
Oh!, Mãe do Perpétuo Socorro!
Concedei-me a graça de que possa sempre invocar vosso poderosíssimo nome, já que ele é o socorro do que vive e a salvação do que morre.
Ah, Maria dulcíssima, Maria puríssima! fazei que vosso nome seja de hoje em adiante o alimento de minha vida.
Cada vez que Vos chame, Senhora minha, apressai-vos a socorrer-me, pois em todas minhas necessidades proponho não deixar de invocar-vos, dizendo e repetindo:
Maria, ajudai-me;
Maria!... Oh! que alimento, que doçura, que confiança, que ternura sente minha alma em somente repetir vosso nome e pensar em Vos!
Dou graças a Deus, que nos tem dado para o nosso bem esse nome tão doce, tão amável e tão poderoso!
Mas não me contento em pronunciar vosso bendito nome;
Quero pronuncia-lo por amor, quero que o amor me recorde que sempre devo chamar-vos:
Mãe do Perpétuo Socorro.

Rezar cinco Ave-Maria.

Fazer o pedido do favor que se deseja obter com este tríduo.

Terceiro DiaOh! Mãe do Perpétuo Socorro!
Vós sois a dispensadora de todas as graças que Deus nos concede a nós pecadores;
E se Vos tem feito tão poderosa, tão rica e tão benigna, é para que nos socorrais em nossas misérias.
Vos sois a Advogada dos réus mais abomináveis e desamparados que a Vos recorrem;
Socorrei-me também a mim, que a Vos me encomendo, em vossas mãos ponho minha eterna salvação e a Vos entrego minha alma;
Contai-me no número de vossos mais especiais servos;
Acolhei-me abaixo vossa proteção, e isso me basta.
Sim, porque se Vos me protegeis já nada temerei;
Não temerei meus pecados, porque Vós me alcançareis perdão deles;
Não temerei aos demônios, porque Vós sois mais poderosa que todo o inferno;
Não temerei ao meu próprio Juiz, Jesus Cristo, porque com uma súplica vossa se aplaca o justa juízo divino.
Somente temo que por meu descuido deixe de encomendar-me a Vós, e assim me perca.
Obtende-me, Senhora minha, o perdão de meus pecados, o amor a Jesus Cristo, a perseverança final e a graça de acudir sempre a Vos,
Oh! Mãe do Perpétuo Socorro!

Rezar cinco Ave-Maria.

Fazer o pedido do favor que se deseja obter com este tríduo.

Oração FinalV. Vos tens feito, Senhora, nosso Refúgio.

R. Socorrei-nos oportunamente na tribulação.

Oração.Deus Onipotente, que em tua misericórdia nos deste a imagem de tua bem-aventurada Mãe, para que com o título especial de Perpétuo Socorro a venerássemos:
Concedei-nos, Senhor, que em todas as vicissitudes de nossa peregrinação nesta vida sejamos, com a continua proteção da Imaculada e sempre Virgem Maria, assistidos e amparados e mereçamos conseguir os prêmios eternos de tua Redenção.
Que vives e reinas pelos séculos dos séculos. Amém.

**********************************

OraçãoÓ Mãe do Perpétuo Socorro, eis a vossos pés um pobre pecador que a vós recorre e em vós põe a sua confiança.
Ó Mãe de misericórdia, tende compaixão de mim! Ouço dizer que todos vos chamam o refúgio e a esperança dos pecadores; sede, pois, o meu refúgio e a minha esperança!
Socorrei-me pelo amor de Jesus Cristo! Dai a mão a um infeliz pecador que a vós se recomenda e a vós se consagra como servo perpétuo.
Louvo e dou graças a Deus que, pela sua misericórdia, me inspirou esta grande confiança em vós, confiança que é para mim o penhor da minha eterna salvação.
Ai! Eu, miserável, tantas vezes caí no pecado, por não ter recorrido a vós.
Sei que com o vosso socorro sairei vencedor; sei que me haveis de ajudar, se a vós me recomendo; mas nas ocasiões perigosas temo não vos invocar e perder assim a minha alma.
Peço-vos, pois, esta graça, sim, encarecidamente vos suplico a graça, quando o demônio me assaltar, de recorrer a vós, dizendo: Maria ajudai-me!
Ó Mãe do Perpétuo Socorro, não permitais que eu perca o meu Deus!

DEFESA DAS APARIÇÕES DE JACAREI

DEFESA ÀS APARIÇÕES DE JACAREÍ


(FEITA POR UM PEREGRINO, AO CONTEMPLAR UM VÍDEO FALANDO MAL DAS MESMAS CITADAS ACIMA, E SOBRE A CARTINHA DO BISPO DA ÉPOCA, ALEGANDO QUE AS APARIÇÕES NÃO ERAM VERDADEIRAS)


NÃO SEI QUEM FEZ MAS PRA MIM ESSA PESSOA MERECIA UMA MEDALHA DE HONRA DE NOSSA SENHORA POR ESTA BELA DEFESA

"Quando você diz que devemos dar ouvidos ao que os padres dizem a respeito das aparições de Jacareí, corre em um ledo engano, pois, a “opinião pessoal” deles é que não pode ser elevado ao nível de “dogma de fé”. As cartas de Dom Nelson são muito citadas pelos que latem que estas Sagradas Aparições são falsas. Portanto, mister se faz alguns esclarecimentos. Há duas cartas oficiais onde este indigitado bispo trata da matéria “aparições”. Uma primeira, publicada em 1996, enquanto o mesmo ainda era bispo de São José dos Campos (diocese a qual pertence Jacareí). Nesta, não há menção alguma ao nome do Profeta Marcos Tadeu Teixeira, muito menos, excomunhão, há somente algumas orientações pastorais. A segunda, publicada em 2007 e republicada em 2011, realmente traz explicitamente o nome do Profeta Marcos Tadeu Teixeira, porém, nesta, a palavra “excomunhão” é sequer mencionada.

Ainda há um probleminha com esta segunda carta. O dito bispo (certamente pela providência de Nossa Senhora) foi transferido para a diocese de Santo André/SP em 2003, e, observem, a segunda carta publicada por ele ocorreu no ano de 2007, quando já havia deixado de ter jurisdição eclesiástica sobre a cidade de Jacareí. Portanto, o mesmo, ao editar esta carta, violou a jurisdição eclesiástica conferida a ele pela Igreja, e, ainda, violentou gravemente a autoridade de Dom Moacir, então, bispo da Diocese de São José dos Campos, que, se quisesse, poderia ter criado o maior caso com isso, pois Dom Nelson desrespeitou frontalmente e atropelou sua autoridade eclesiástica, uma verdadeira afronta. Então eu lhes pergunto, vocês ainda vão dar credibilidade a um documento irregular e eivado de vícios como esse?

Vale lembrar, que não é obrigatório seguir estas cartas circulares dos bispos. Não há heresia nem cisma nisso. Um católico somente pode ser acusado de cismático ou herege se atentar contra os Dogmas de Fé. Que eu saiba, carta circular de bispo não é Dogma de Fé. Como a primeira carta de Dom Nelson não condena as Aparições de Jacareí, e a segunda está irregular, pode-se dizer que não pesa condenação oficial e regular da Igreja sobre estas Santas Aparições. Além do mais, até o presente momento, Dom José Valmor, que atualmente tem jurisdição eclesiástica sobre Jacareí, não fez pronunciamento oficial sobre as mesmas. Documento oficial onde o Profeta Marcos foi excomungado, também é inexistente, portanto, qualquer informação que diga o contrário é fruto de pura “fofoca”.

Ressalto que em Jacareí, realmente, não damos tanta importância aos documentos do Vaticano. O que nós realmente valorizamos é a doutrina que nos foi transmitida pelos santos, como Santo Afonso, São Luiz, Santa Teresa, São João da Cruz, etc... Outro adendo que gostaria de acrescentar, diz respeito ao fato da obrigatoriedade ou não das Sagradas Mensagens Celestiais. A orientação predominante entre os teólogos católicos, de que não é obrigatório seguir as Aparições de Nossa Senhora, se funda em meras opiniões pessoais de alguns clérigos a respeito do assunto. Esta orientação não tem o caráter da infalibilidade papal e muito menos é um Dogma de Fé. Realmente, o catecismo atual traz algo nesse sentido, mas vale lembrar que o mesmo não recebeu o caráter da infalibilidade pelo Concílio Vaticano II. Bem ao contrário do Santo Catecismo do Concílio de Trento. Este sim, recebeu o caráter de infalível. Ocorre que nossa amada Igreja há muito se transviou de uma tradição bíblica milenar, através da qual o “Deus dos Exércitos” sempre manifestou sua vontade ao povo de Israel por meio de suas aparições aos profetas (mesmo fenômeno que ocorre com o, também, profeta Marcos Tadeu, pois os fenômenos miraculosos e de aparições que ocorrem naquele Santuário, são da mesma espécie dos verificados na Sagrada Bíblia).

Ora, nos tempos bíblicos não era através dos fariseus, saduceus, príncipes e doutores da lei (a Igreja oficial da época) que Deus dava as suas diretrizes ao povo eleito, mas sim, através dos profetas, em outras palavras, dos videntes. Nos primórdios do cristianismo, também ocorria assim, pois, a própria origem da nossa amada Igreja se funda nas “aparições” de Jesus aos apóstolos e discípulos. Então, por que esta tradição bíblica foi quebra? Será que é porque as aparições aos profetas cessaram? Errado, pois nos últimos 100 anos ocorreram mais de 1000 aparições de Nossa Senhora, dos santos e anjos, e até de Deus.
A pergunta correta é, por que o clero tenta abafar isso, pois grande parte, senão todas, destas aparições também foram acompanhadas de sinais miraculosos, como, curas inexplicáveis pela ciência, sinais na natureza, etc... Se Deus usava deste expediente nos tempos bíblicos, certamente deveria continuar a usá-lo nos tempos do catolicismo, pois uma grande verdade que a Teologia professa é que Deus é imutável. Não citarei as passagens bíblicas onde Deus manifesta sua vontade através dos videntes/profetas, pois se assim fizesse, teria que citar a Bíblia inteira, pois a própria formação e ensinamentos nela transmitidos se dão por este meio. Gostaria apenas de citar um pequeno exemplo de qual atitude deveremos tomar frente às Aparições de Jacareí, tomando por base a Bíblia. Saulo, quando se dirigia à cidade de Damasco e Jesus lhe “aparece” exclama: “Senhor, que queres que eu faça?” (At 9, 6). Naquela ocasião, Jesus disse a ele para procurar os fariseus e saduceus (a Igreja oficial da época)? Não! O ordenou que entrasse na cidade de Damasco e ali lhe seria dito o que deveria fazer. Beleza. E quem Deus enviou para Saulo? Os fariseus e saduceus (a Igreja oficial da época)? Não! Mas Ananias, um vidente. Como eu sei que Ananias era um vidente? As Sagradas Escrituras nos contam que foi uma aparição de Jesus que disse para ele ir procurar Saulo. É só conferir At 9, 10-16ss.

Outro exemplo foi Judas Iscariotes; este preferiu errar com a Igreja oficial da época (lembra né, fariseus e saduceus) que acertar sem ela. Bom... Errou mesmo! E segundo alguns santos místicos, como Maria de Ágreda, sua alma se encontra no inferno. Assim, a posição teológica defendida pela maioria dos teólogos atuais, de que as aparições não são obrigatórias, falando em termos de estudo teológico da atualidade, é perfeitamente passível de questionamento, e, inclusive, daria uma boa tese de doutoramento. É um posicionamento que pode ser mudado. Não é Dogma de Fé. Gostaria de finalizar este ponto dizendo o seguinte. Jesus tolerou para sempre aquela Igreja oficial da época (o judaísmo) que rejeitou o projeto que suas aparições aos Apóstolos (que também eram videntes) propunha? Claro que não!!! Por causa disso, Deus se retirou do meio daquela Igreja e passou a habitar no meio dos seus videntes, os apóstolos e discípulos, e, assim, surgiu a nossa amada Igreja Católica (Mt 21, 39-45).

Não é objetivo do Profeta Marcos Tadeu, nem de sua Ordem e muito menos de nós, a Milícia da Paz (formada por todos os fiéis seguidores daquele Santuário) provocar um cisma na Igreja. Nós apenas denunciamos os erros (prerrogativa esta, conferida aos leigos pelo próprio Concílio Vaticano II), lutamos para que a devoção a Nossa Senhora, aos santos e anjos seja colocada em seu devido lugar, e que as suas mensagens, e as dos demais santos, e até as de Deus, seja acolhida como nos tempos Bíblicos, pois acreditamos que se isto não for feito, irá se abater gigantescos cataclismos sobre a Terra, de uma tal magnitude que nunca houve, nem jamais haverá. Acreditamos que esta “palavra de Deus” transmitida nas aparições é o caminho e a única forma de salvar o mundo, e qualquer obra, ou pessoa, que ensine ou faça diferente do que elas dizem, é desprezada por nós. O motivo para isto é muito simples. Desde tempos remotos, as Aparições de Nossa Senhora (inclusive as não aprovadas pela Igreja) vêm dizendo o que aconteceria ao mundo se esta “palavra de Deus” não fosse obedecida. Resultado, tudo o que elas disseram, em um passado remoto, está se cumprindo na atualidade. Então, não há outra conclusão a se fazer, a não ser admitir que elas eram verdadeiras, e que o clero errou. Aliás, o histórico de erro do clero é algo realmente interessante. Basta citar a condenação que pesou durante 20 anos sobre as Santas Aparições de Jesus Misericordioso à Santa Faustina, e não foi por um “bispozinho” qualquer. Foi pelo próprio papa da época. Se não fosse a atuação do então Cardeal Karol Józef Wojtyła, futuro Papa João Paulo II, estas aparições estariam condenadas até os tempos atuais, e, certamente, você seria um grande opositor delas, não é? Infelizmente, como atualmente o número de Cardeais, e clérigos em geral, com este nível de espiritualidade é praticamente nulo... tadinha das aparições... snif. Praticamente nenhum deles entende de Teologia Mística, o estudo apropriado para se avaliar as aparições e estudá-las.

Além do mais, as aparições de La Salette, Lourdes e Fátima, para quem conhece mais a fundo sua história, verá que elas na verdade não foram aceitas pelo clero. Muito pelo contrário, este as combateu com todas as suas forças. Na realidade, o que ocorreu, é que os fiéis praticamente as fizeram descer goela abaixo na garganta do clero, de tal modo, que eles não tiveram outra opção a não ser aprová-las. E, mesmo nestas que foram aprovadas, o estrago que o clero fez é algo incomensurável. Não as divulgou como deveria; se o corpo incorrupto de Santa Bernadete estivesse no Santuário de Lourdes iria converter milhões de fiéis, no entanto está praticamente escondido no convento de Nevers; o corpo incorrupto de Santa Jacinta foi escondido dos fiéis; a esmagadora maioria dos vaticanistas da Itália é de acordo que, até hoje, o terceiro segredo de Fátima não foi revelado em sua integralidade; a consagração da Rússia não foi feita como Nossa Senhora pediu até os dias atuais, etc... E isso, só para citar os danos que me vem à mente neste momento.

No Santuário das Aparições de Jacareí, o Profeta Marcos está resgatando tudo aquilo que a Igreja e a sociedade tanto se esforçaram para extinguir, os escapulários, medalhas, mensagens, enfim, a salvação do mundo que Nossa Senhora nos revelou e ofereceu com tanto amor ao longo de suas aparições na história. Sem dúvida, lá está se cumprido a passagem da Escritura na qual se diz: “Por isso, todo escriba instruído nas coisas do Reino dos céus é comparado a um pai de família que tira de seu tesouro coisas novas e velhas...” Mt 13,52 É uma nova aparição que resgata todas, até as mais antigas. Portanto, se ainda quiserem seguir a doutrina da cabeça deste cara de que não precisamos de aparições, o problema é de vocês. Aliás, se formos pensar bem, porquê Deus, Nossa Senhora os anjos e os santos apareceriam, né? Afinal de contas, nosso mundo está uma verdadeira maravilha, não é? Não temos problemas de droga, prostituição, corrupção, degradação moral, depressão, decadência da Igreja, violência, roubos, assassinatos, guerras, miséria..., todos os sacerdotes são verdadeiros Serafins de santidade, enfim, o Vaticano está dando conta do recado... Só não está apresentando um desempenho melhor devido a um “pequeno” probleminha de tráfico de influência entre os altos clérigos, desvio de verbas do banco do Vaticano, looby gay entre os padres, pedofilia generalizada, um papa progressista e comunista..., mas, afinal de contas, são probleminhas fáceis de serem solucionados, né? É... Em um mundo maravilhoso e em ótimo funcionamento como esse, realmente não entendo o motivo de tantas aparições..."
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